A pior promessa quebrada, é aquela que fazes a ti mesma.

Há dias em que sentes a necessidade de te afastar, de criar um mundo só teu longe de tudo e todos, mesmo daquelas pessoas que te são importantes e que precisam de ti. Sentes que dás tudo pelos os outros e sentes que não o fazes por ti. Mas também te sentes culpada por teres necessidade de te afastar de ficar só, porque juraste a ti mesma que nunca te afastarias, independentemente da circunstância. Então fazes outra jura a ti mesma que te vais afastar um pouquinho só, de forma a puderes observar os teus , só um pouco longe, e depois só mais um pouco. Afinal não estou assim tão longe deles, consigo vê-los e intervir se necessário. É após um tempo que te dás conta que te afastaste de tal maneira que por muito que os ames e estejas aparentemente tão perto , já não consegues chegar e dizer “ei estou aqui” porque mesmo estando não estás, não da mesma maneira.

E então voltas a dar conta que falhaste outra promessa, ou jura …

E que te aproximar novamente tornasse uma luz bem lá, no funo do túnel, que mal enxergas e não podes prometer que a vais alcançar porque não te podes dar ao luxo de falhar outra vez uma promessa.

E então assim, continuas longe e sozinha no meio de tantos.

Encontra alguém que não te faça sentir que amar-te é um trabalho.

A doença mental é uma parte da vida que muitos de nós ainda não entende ou simplesmente sabe falar. E apesar de os transtornos de ansiedade continuarem a ser a forma mais comum de doença mental no país, o estigma que a sociedade criou continua a dificultar que os afetados por ele peçam ajuda e se abram sobre as suas lutas diárias.

Alguém com ansiedade está inclinado a assumir que todas as pessoas que o rodeiam vão embora, a verdade é que eles batalham contra algo que não podem controlar e há uma sensação de insegurança dentro de si quando se trata de relacionamentos.

É difícil amar alguém que sofra de ansiedade, eles são mais sensíveis, eles vão fazer cenários na sua cabeça causando assim uma discussão, e é necessária tranquilidade constante.

Eles sabem que é difícil e não querem incomodar-te com os seus pensamentos irracionais e as suas preocupações. Então, em vez disso, eles tentam empurrar-te mesmo antes que tu tenhas a oportunidade de te ires embora.

Eles sentem o chão a fugir dos pés e mesmo assim tentam esconder, e ainda há quem diga que alguém com esses transtornos, sejam eles quais forem, é fraco de cabeça e espirito, EU DISCORDO, porque alguém que sabe que não tem controlo e mesmo assim se tenta manter á tona da água no meio de um oceano, merece todo o respeito e dignidade, toda a compreensão e ajuda, toda uma felicitação e amizade.

Tu que te sentes sozinho e sem saída: 

Encontra alguém que não te faça sentir que amar-te é um trabalho.

Alguém que te vai garantir pequenas coisas. Alguém que não te diz que tu estás a exagerar, alguém que te vai apanhar do chão no meio de um ataque de ansiedade. Encontra alguém que não importa o quão duro tu o empurres, ele simplesmente não vai…

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Tudo o que é bom, aterroriza antecipadamente.

No outro dia vi um vídeo numa rede social em que um ator bastante famoso descrevia um momento aterrorizante que viveu, em que consistia saltar de um avião a mais de 4000m de altura. Nesse mesmo vídeo ele fala sobre o medo e pânico que viveu no momento anterior à queda mas que foi uma das melhores aventuras que teve na vida.

Bem, esse vídeo ficou-me gravado, até eu ter de passar pelo mesmo (não me refiro a saltar de um avião). Ultimamente tenho notado que fico petrificada com tudo o que seja novo, tudo o que envolva mudanças drásticas na minha rotina, na minha vida. Mas também aprendi que a vida é feita de escolhas e que antes dos resultados fantásticos haverá sempre o medo. Porque vivemos num mundo em que o acomodar é mais fácil e menos doloroso. Não estamos habituados a escolher mais, a escolher melhor. É-nos muito mais fácil deixar estar “bom o suficiente” sem tentar sequer ir á luta.

E quanto a mim, depois de tanta baba e ranho, tanto medo, tanta agonia, tanta luta interior entre o querer e o poder, entre a dúvida da sua positividade na minha vida e na dos que me rodeiam, ter um minúsculo passo bem dado, tem tanta importância.

E como eu costumo dizer: Eu sou feliz, mesmo quando não estou feliz.

E hoje estive feliz.

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E voltámos a ficar em segundo lugar, á espera… com medo de recomeçar. 

Não consigo dormi sem pensar nas incertezas da vida, na amargura dos dias. Tira-me o sono tentar não chorar, este vazio. Quero fazê-lo, mas ao mesmo tempo parece errado chorar, tento desabafar mas nada muda. Se calhar terei de ser eu a mudar, a largar tudo o que me puxa para trás. Mas depois vem o medo de recomeçar tudo do 0, o medo do fracasso. O medo de desistir de tudo o que me rodeia e tentar algo de novo. E tudo se resume a isso, a incertezas que nos podem beneficiar mas que prejudicam outrem. E voltámos a ficar em segundo lugar, á espera da noite para desabafar com a almofada , porque haverá sempre algo que nos trava.

Quando a vida te roubar algo, substitui por algo melhor.

O que a vida me roubou…eu substituo por outra ainda melhor mesmo que não seja imediato. Porque quando me rouba um sorriso, dias mais tarde eu troco por uma gargalhada por mais pequena que seja. E mesmo que entre um momento e outro ela me ofereça uma lágrima, eu choro sem preconceitos porque a vida deve ser vivida mesmo nos dias mais tristes, e tudo é passageiro e se não nos permitirmos chorar, ficará sempre a mágoa, a dor no peito, o nó na garganta, porque é preciso chorar para poder fazer o luto, para mais tarde seguir em frente. Nem sempre há a vontade de escrever, porque a vida ou o que ela nos transmite também nos rouba isso, rouba nos os pensamentos, o sentido das palavras, a organização de ideias que nos parecem boas, mas que não passam de pequenos devaneios misturados sem qualquer ordem ou sentido, e fica uma página cheia de nada. E pensamos, e pensamos e quanto mais pensamos mais nos esquecemos do que parecia ser algo promissor. Mas a vida e esta doença nos dias melhores fazem-me perceber que ainda é possível fazer algo bom e ser um bocadinho do que era antes nem que seja um dia num mês, ou uma hora numa semana e então nesse pequeno espaço de tempo eu luto, eu brinco, eu escrevo.

A vida é cheia de batalhas em vários campos, e perder uma batalha não me fará perder a guerra, porque são mais importantes as batalhas que eu ganho do que as que eu perco.

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Porque ás vezes os olhos só vêem o que queremos ver…

Na vida conhecemos todo género de pessoas, e maioritariamente, o Homem cria “rótulos”, há aquelas que ao primeiro olhar simpatizamos e depois caímos na realidade que afinal não corresponde à imagem. E depois há aquelas pessoas pelas quais não criamos o mínimo laço.

Nestes últimos dias tenho me debatido com esse género de situação, uma pessoa pela qual eu não me sentia nem amigavelmente atraída nem repelida, e que tem demonstrado  que afinal ainda há algo de bom na Humanidade, nas pessoas que nos rodeiam. Uma pessoa sempre pronta ajudar, sem julgar, uma pessoa capaz de se “dar” a conhecer sem sentir necessidade de falar dos outros negativamente para se fazer sobressair.

Afinal ainda há pessoas capazes de se levantarem e “darem” a conhecer com confiança mesmo que isso signifique voltar a cair, pessoas que mesmo depois de decepções continuam à procura das pessoas certas, dos amigos certos, dos colegas certos. 

Afinal ainda há pessoas capazes de nos fazer ir há luta, à procura delas, capazes de combater os “rótulos” que nos são impostos no dia-a-dia, capazes de dar segundas chances mesmo que a primeira imagem seja negativa.

Porque afinal ainda há pessoas a acreditar…

Aos olhos de quem sente…

Sinto que me estou a perder aos poucos, que já não me identifico com a minha pessoa, que todos os meus pequenos detalhes se vão dissipando. Sofro calada para não dar alarido, para não confundir quem não compreende o que é sentir o que não se vê. Aquela dor interior que grita e esperneia, que persiste e que eu luto contra, mas que por vezes é mais forte. Luto, Luto, Luto, mas mais parece uma batalha que não tem fim, mais parece que estou a lutar contra mim própria e que seja qual for o resultado, eu perco sempre.Luto por eles, por aqueles que me vêem a fazer uma longa jornada, por aqueles que acreditam , aqueles que mesmo não compreendendo tão bem me acompanham. É (sobre)viver um dia de cada vez e esperar um resultado, seja ele qual for, e esperar que o dia de amanhã seja melhor. É todos os dias dizer : Hoje estou bem, amanhã não sei. Mas mesmo assim acreditar em dias melhores, nem que sejam 5 minutos num dia. Por eles.

Porque tudo se resume a eles, àqueles que estão comigo seja qual for a luta, seja qual for resultado, que perdem comigo, mas que também ganham.